8.8.14

batido de fruta | versão manhã

batido de fruta

Somos adeptos dos batidos de fruta e verdes já há muito tempo sem que isso tenha a ver com a moda que hoje em dia os colocou como alternativas saudáveis a quem quer perder peso. Como aqui em casa ninguém quer perder peso, bem pelo contrário (ossinhos à mostra não nos faltam!),  o que nos motiva é a saúde e o bem-estar imediatos que este tipo de preparação dos alimentos proporciona.

Para o pequeno-almoço, com café acabado de fazer e torradas com manteiga.

Rende 3 copos de 350 ml e fica com uma textura cremosa, fresca e deliciosa!

Os ingredientes:

2 rodelas grandes de abacaxi
1 laranja média fresca
1/2 beterraba pequena
1 cenoura média
1 banana congelada cortada em pedaços
2 ou 3 folhas de hortelã-chocolate frescas
2 morangos em pedacinhos
framboesas
1 iogurte de aroma de morango
1 medida do copo de iogurte de leite
chocolate negro ralado 

A preparação:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador e triturar na velocidade máxima. Colocar nos copos polvilhar com o chocolate ralado,  adicionar no topo os morangos em pedacinhos e as framboesas inteiras. Consumir imediatamente.

batido de fruta

8.2.14

sopa de couve-flor

sopa de couve-flor

Não gostava muito de couve-flor até fazer esta sopa da autoria do chefe Henrique Sá Pessoa.

De confecção muito simples  o seu sabor é qualquer coisa de divinal!

Por isso quando a D. Rosa, a senhora que me vende os legumes, me apareceu com a couve-flor acabada de colher nem pensei duas vezes! Comprei para experimentar logo esta receita sem mais delongas.

Só não usei manteiga (embora tivesse experimentado as duas versões com e sem ) pois as sopas feitas com esta não têm na minha opinião o sabor tradicional das sopas feitas com azeite, que adoro.

sopa de couve-flor

Os ingredientes:

3 couve-flor frescas pequenas ou 1 grande
1 cebola roxa média
1 folha de louro
azeite virgem q.b.
1/2 de leite ( ou um pouco menos, depende da quantidade de couve )
sal marinho q.b.
pimenta q.b.
sementes de sésamo torradas

A receita:

Torrar as sementes de sésamo numa frigideira. Reservar.

Cortar a cebola em meias luas e refogar com a folha de louro e o azeite até ficar transparente.

Entretanto fatiar as pequenas flores da couve e adicioná-las ao refogado. Mexer sem deixar queimar até a couve ficar tenra.

Juntar finalmente  o leite e temperar com sal e pimenta moída na hora. Deixar o leite levantar fervura e cozer mais um pouco. 

Retirar do lume e triturar com a varinha mágica ou no liquidificador.

Servir quente ou fria com as sementes de sésamo e um fio de azeite virgem.

É uma delícia!

1.2.14

chili de soja

chili de soja chili de soja

Este é um chili que costumo fazer muitas vezes e é uma adaptação de uma receita mexicana feita com carne que foi sendo alterada aqui em casa até resultar nesta versão vegetariana muito mais saudável que a original. Pode ser congelado em doses pois esta receita rende bastante.

A variedade de pimentos que usei é muito picante, podendo ser substituídos por molho de tabasco.    

É servido bem quente com arroz branco de manteiga, de preferência num dia frio de Inverno.

Os ingredientes: 

500g de feijão manteiga
azeite virgem qb.
1 chávena de soja granulada
6 tomates cacho bem maduros
3 colheres de sopa de concentrado de tomate
2 cebolas grandes
6 dentes de alho
1 pimento vermelho
2 ou 3 pimentos picantes ou molho de tabasco qb.
1 folha de louro
1 cubo de caldo de carne
1 colher de sopa de cominhos em pó
2 ou 3 colheres de molho de soja
um punhado de salsa ou coentros frescos
sal marinho qb.

A receita:

Demolhar o feijão manteiga durante 12 horas e cozê-lo com uma folha de louro, um pingo de azeite e sal qb.

Colocar a soja de molho para a hidratar,  cobrindo-a com água quente durante aproximadamente 15 minutos.

Num tacho grande com o azeite e o louro refogar a cebola, os alhos, os pimentos, a salsa e os tomates, tudo cortado grosseiramente. Adicionar o concentrado de tomate, os cominhos e o molho de soja. 

Deixar refogar até perder um pouco os sucos, mexendo de vez em quando.

Entretanto dissolver o caldo de carne em aproximadamente 250 ml de caldo quente de cozer o feijão.

Quando o refogado começar a ficar sem líquido adicionar o caldo de carne e deixar levantar fervura.

Retirar do lume e triturar a mistura de legumes com a varinha tendo o cuidado de retirar a folha de louro antes.

Voltar a colocar no fogão em lume brando e acrescentar a soja bem escorrida e o sal marinho.

Deixar apurar durante 1 hora, mexendo de vez em quando e rectificando os temperos. Prove, prove e  torne a provar! Só assim se terá o sabor ideal!

Decorrido este tempo adicionar o feijão com um pouco de caldo do cozimento e deixar apurar mais 15 minutos.

Desligar o lume e deixar repousar um pouco.

Serve-se bem quente com arroz de manteiga.

chili de soja

22.9.13

focaccia de petinga

focaccia de petinga

A base da massa desta focaccia foi feita com metade das quantidades desta receita que é óptima. Mas pode ser feita com esta também. 

Os ingredientes:

1 cebola pequena
vinagre de cidra
1 lata de conserva de petinga
azeitonas recheadas q.b.
1/2 pimento vermelho cortado em cubinhos
folhas de manjericão fresco
1 dente de alho
azeite virgem
sal marinho

A receita:

Preparar a massa conforme esta receita, com apenas metade da quantidade.

Esmagar o alho com um golpe, colocar numa tijela pequena e cobrir com azeite. Reservar.

Estender a massa depois do ciclo da máquina sobre uma superfície enfarinhada, com o rolo da massa e deixar levedar mais uma hora.

Cortar a cebola às rodelas finas regar com um pouco de vinagre e sal. Reservar.

Pré-aquecer o forno a 140ºC ( os valores que refiro são para o meu forno ).

Dispor em cima da massa as petingas escorridas, os cubinhos de pimento, as azeitonas e a cebola  bem espremida.

Salpicar com o azeite aromático e levar ao forno durante 20 minutos até apresentar uma crosta douradinha.

Retirar colocar sobre uma rede e pincelar com o resto de azeite de alho. Decorar com folhinhas de manjericão frescas.

focaccia de petinga

Deliciosa morna ou fria, acompanhada de um magnífico queijo de ovelha curado amanteigado Cerrado do Vale e um vinho verde Nobre Colheita Alvarinho fresco, de um cabaz que o Lidl teve a amabilidade de me enviar. Delicioso também o paio de porco preto do Alentejo da Miguel & Miguel. Podem encontrar-se entre outras tantas iguarias de origem portuguesa, na Casa do Vinho, evento a decorrer de 12 de setembro a 2 de outubro nas lojas da cadeia Lidl em todo o país.

Não perca vale a pena visitar.

Bom apetite!

lidl

15.6.13

salada de feijão mungo

salada de feijão mungo

O feijão mungo é uma leguminosa saborosa e uma das minhas mais recentes descobertas.
Com ele fiz esta salada de Verão leve e nutritiva. Nós por aqui gostámos!

Os ingredientes:

250 g de feijão mungo
1 lata de cogumelos laminados ou frescos
2 tomates chucha
1/2 pimento vermelho
1 cebola pequena
2 ovos biológicos
azeitonas q.b
1 dente de alho
1 punhado de folhas de agrião (usei aquapónicas)
1 punhado de folhas de endro
coentros frescos
tomilho seco
pimenta q.b.
sal marinho q.b.
azeite
vinagre de vinho branco

salada de feijão mungo

A receita:

Cozer o feijão seguindo as instruções da embalagem. Este foi demolhado 2 horas e cozido em água fervente durante 30 minutos e adicionei uma colher de sopa de açúcar no fim do tempo. Cozer os ovos.

Escorrer o feijão e deixar arrefecer. Entretanto cortar o tomate e o pimento aos cubinhos e  partir a cebola . Misturar e temperar com azeite, vinagre, pimenta, sal marinho e os coentros frescos. Reservar no frigorífico.

Numa frigideira colocar um fio de azeite o alho muito picadinho e frigir um pouco. Quando o aroma do alho se soltar adicionar os cogumelos escorridos. Temperar com um pouco de sal marinho e o tomilho seco. Apurar.

Higienizar os agriões e retirar as folhas pequenas.

Num recipiente grande misturar bem e cuidadosamente o feijão com o tomate, as azeitonas e envolver os cogumelos.

Empratar numa travessa grande colocando os ovos partidos em quartos, o endro e as folhas de agrião temperadas com um pouco de vinagrete.

Servir imediatamente.

agrião aquapónico Apontamentos de um lugar aquapónico

12.5.13

Quinta das Musas da Fontinha

Quinta das musas

Se me dissessem há uns anos atrás que viria a ter preocupações éticas com a comida, provavelmente teria desatado a rir. Mas este é um assunto muito sério.

Sendo consumidores durante muitos anos de produtos provenientes da massificação dos bens alimentares, cedo começámos a questionar a forma como estes são produzidos e chegam à nossa mesa, já com um processamento duvidoso e difícil de aceitar. Tentámos arranjar alternativas a esta cadeia de produção com a procura dos mercados tradicionais e, posteriormente investindo na experimentação autodidacta numa horta e num sistema aquapónico artesanal.

Embora vivendo actualmente em contexto rural continuamos a não ter a garantia de que o que consumimos é saudável, os produtos produzidos aqui na região são o resultado de uma agricultura de monocultura  intensiva, com o recurso a adubos, fertilizantes e pesticidas. O resultado é um empobrecimento visível da terra, o envenenamento dos lençóis freáticos e a contaminação dos alimentos. A água é ácida e com um nível de nitratos elevadíssimo em relação às normas permitidas para consumo humano. Sobre a exploração pecuária de gado bovino na região também haveria muito a dizer,  a exploração do negócio do leite e da carne é tudo menos natural e ética.

Basta observar a prática da chamada agricultura tradicional para tirar ilações, esta é pouco natural e muito pouco amiga da natureza. É de resto conhecida a aversão que os agricultores convencionais têm em relação à fauna e flora existentes nas suas propriedades, acabando com plantas e animais que prestam uma ajuda preciosa na manutenção de pragas, como o ouriço cacheiro, o sapo, a cobra rateira, a toupeira, etc, quebrando a cadeia alimentar entre os organismos e criando fragilidades no sistema.

Quinta das musas

É pois seguramente errado pensar que por se viver no campo se tem acesso a produtos biológicos puros. Não se tem. O cultivo de uma horta ao lado do cultivo intensivo é uma utopia. Dou um exemplo bem terra-à-terra.
O ano passado plantámos feijão, tomate, ervilhas, ervas aromáticas. Tudo corria sem contratempos, entre regas e a apanha de caracóis e lesmas  à mão e com a ajuda de um artrópode simpático entre outros, vulgarmente conhecido como "joaninha". Depois do campo ao lado da horta ter sido pulverizado com pesticida estas deixaram de existir, o que teve como consequência  imediata uma praga de pulgão que arruinou as nossas culturas.

Curiosamente foi nessa época que o António descobriu o conceito de  permacultura através de um amigo. Esta sendo sustentável, continua porém a necessitar da terra como suporte, o que obviamente continuava a ser um problema dadas as condicionantes. Daí à aquaponia foi um caminho que de link em link lhe motivou a vontade de experimentar este método alternativo ao cultivo na terra. Embora o sistema continue sendo sempre afinado, aprendendo-se com os erros, tem-se revelado um método de produção viável e com uma racionalização  equilibrada entre os vários factores: esforço físico dispendido, investimento económico e área  utilizada para o efeito. A qualidade dos produtos hortícolas obtidos por este método é surpreendente.

Quinta das musas

É pois necessário questionar aquilo que comemos e tentar arranjar alternativas à produção massificada. Como consumidores podemos sempre escolher. E sei que não é fácil. É por isso que projectos como o que conhecemos no fim de semana passado, a Quinta das Musas da Fontinha no Porto, são sementes de uma consciência que cada vez mais é necessária. Embora com poucos recursos conceitos como estes, e existem vários na cidade, servem como agitadores de consciências e são um modo de estar que urge disseminar para não cairem no risco de se  tornarem numa moda passageira.

8.5.13

pudim da avó

pudim da avó

Este pudim é daqueles que deixam memórias gustativas prazenteiras. É muito bom e possui uma textura suave que se derrete na boca. Experimente se gostar de sabores simples e receitas de fácil execução.

Os ingredientes:

1 chávena de chá de açúcar
1/2 chávena de chá de água
2 latas de leite de coco equivalentes a 400ml
1 lata de leite condensado
5 ovos biológicos
1 colher de café de farinha maisena
1/2 chávena de chá de leite
 pudim da avó

 A receita:

1 - Numa panela e em lume brando misturar a água e o açúcar, mexendo de vez em quando, até obter um caramelo claro.

2 - Barre uma forma de pudim com 20 cm de diâmetro com o caramelo e reserve.

3 - Bata durante 5 minutos os restantes ingredientes na batedeira ou liquidificadora e coloque na forma previamente caramelizada.

4 - Coza em banho-maria num tacho grande com água durante aproximadamente 40 minutos, ou até ao espetar um palito este sair seco. Deve-se ter o cuidado para que o pudim não ultrapasse o ponto de cozedura, o que lhe retira a textura suave e cremosa.

| receita retirada da publicação Delícias da Culinária de 2010 |

28.4.13

pão de batata

Sem título pão de batata

A receita, encontrei-a no livro de receitas da minha MFP e adaptei-a. Antes disso, já tinha lido no livro "Prazeres Divinos" de Nigella Lawson que o aproveitamento da água de cozer batatas emprestava uma textura muito macia à massa de pão. Experimentei a sua receita e pude constatar isso mesmo. Agora costumo congelar a água em doses para usar quando quero.

Apesar da minha receita não levar a água das batatas cozidas, o uso desta esmagada dá-lhe a mesma leveza e um sabor excepcional. A massa resulta bem para usar em salgados ou em doces. É excelente como base para bola de carne.

pão de batata

Os ingredientes:

1 copo de leite morno
1 ovo biológico batido
2 colheres de sopa de manteiga
1 copo de batata cozida e esmagada ⎨com o esmagador de batata⎬
2 colheres de chá de sal marinho
2 colheres de sopa de açúcar
3 1/2 copos de farinha tipo 65
12,5 g de fermento de padeiro em pedaços

⎨A medida usada é o copo medidor da máquina equivalente a uma chávena de chá.⎬

A receita:

Colocar na cuba os ingredientes pela ordem indicada e seleccionar o programa amassar. Vigiar a massa e juntar aos poucos a farinha necessária, até esta não colar na cuba. Quando terminar o amassamento reiniciar o programa novamente. O duplo amassamento torna a massa elástica e leve.

Deixar agora o programa seguir até ao fim do ciclo. Quando este terminar retirar a massa e dividi-la em duas partes iguais.

Com uma delas fiz pães doces recheados. Tendi bolinhas as quais recheei com canela e doce de chuchu feito em casa. A outra recheei com pedaços de bacon e queijo.

Deixei levedar mais uma hora e findo esse tempo levei a forno pré-aquecido a 160ºC (no meu!) durante aproximadamente 15, 20 minutos até estarem douradinhos e cozidos.

Desenformam-se para uma rede e polvilham-se os pães doces com açúcar em pó.

Servem-se ainda mornos.

25.11.12

salada de alface

salada de alface salada de alface

Esta seria uma salada comum que se serve nas mesas portuguesas se o cultivo das alfaces não fosse diferente do habitual.

É fruto das experiências e do estudo do António na área do cultivo aquapónico.

O resultado são uns legumes muito mais tenros e suculentos. Sem os inconveniente inerentes ao cultivo na terra, como insectos, mondas, gastos de água e sem recurso a pesticidas e adubos.

O nosso sistema aquapónico artesanal em funcionamento e em fase experimental já produz alfaces prontas a consumir  em 45 dias. 

Os ingredientes:

3 pés de alface aquapónica 
1 queijo fresco
nozes partidas
1 maçã reineta
sal aromático de tomilho limão
azeite virgem
vinagre caseiro
sumo de limão

A receita:

Higienizar as folhas da alface, passando-as por água corrente e deixando-as de molho alguns minutos em água e um pouco de vinagre.

Entretanto cortar o queijo em pequenos triângulos e a maçã em cubinhos, tendo o cuidado de a salpicar com um pouco de sumo de limão para não oxidar.

Fazer um vinagrete com o azeite e o vinagre.

Empratar colocando as folhas de alface nos pratos e distribuir o queijo, as nozes e a maçã por cima.

Temperar com o vinagrete e o sal aromático.

Consumir imediatamente.

salada de alface

frango à Laurinha

frango à laurinha

Esta é uma receita antiga que a minha sogra fazia. Desconheço a sua origem, está escrita num velho caderno de receitas manuscrito, no meio de tantas outras que ela confeccionava, até o seu estado de saúde não o permitir mais. É muito simples e o resultado muito saboroso. O vinho do Porto carameliza o frango e dá um sabor requintado ao prato.

Os ingredientes:

1 frango do campo grande
8 a 10 dentes de alho
pimenta em grão
sal marinho
1 colher de sopa de água
1 colher de sopa de óleo
nacos de margarina
Vinho do Porto q.b.

A receita:

"Parte-se o frango pelos elos. Num almofariz esmagam-se  oito a dez dentes de alho ( podem-se colocar mais), sal e pimenta preta em grão. Barram-se os bocados com esta massa e vão-se colocando num pirex com tampa. No dia seguinte deita-se uma colher de sopa de água, outra de óleo (usei azeite virgem) e nacos de margarina (usei Vaqueiro). Vai ao forno a 160ºC. À medida que for alourando vai-se virando e regando com Vinho do Porto." 

Quando os bocados de frango estiverem douradinhos está pronto. Servi com couscous e uma salada de alface de produção aquapónica caseira.

21.10.12

pá de porco assada

pá de porco

Desde que descobri esta forma de assar a carne de porco, lentamente e a baixa temperatura, tenho experimentado as peças de carne  que melhor se adaptam a este prato e ao gosto aqui de casa. A carne fica óptima, desfazendo-se ao toque do garfo e tem que ter necessariamente gordura para ficar suculenta.

Depois de fria, fatia-se facilmente em tiras finas, que podem ser usadas em sanduíches, noutras refeições, ou devido à quantidade de carne, congeladas.

Nesta, usei o corte do cachaço com couro pedido na receita, mas com o peso aproximado de 3 kg.  Não costumo fazer o molho que resulta do caldo do assado, pois na primeira vez que o experimentei   não apreciei.

A receita é do Jamie Oliver.

pá de porco assada DSC_1333

Os ingredientes:

2 colheres de sopa de sementes de funcho
1 colher de sopa de sal marinho
2 bolbos de funcho aparados e picados grosseiramente
4 cenouras médias descascadas e picadas grosseiramente
3 cebolas descascadas e picadas grosseiramente
1 cabeça de alho com casca e esmagada
1 ramo de tomilho fresco
5-6 kg de carne de cachaço de porco, com osso, de preferência caseira ou biológica, com a pele golpeada
azeite
1 garrafa de vinho branco
565 ml de caldo de galinha ou de legumes

A receita:

Pré-aquecer o forno no máximo. Esmague as sementes de funcho com sal num almofariz até ficarem até  ficarem finas. Coloque os legumes picados grosseiramente, o alho e o tomilho numa assadeira grande. Unte a carne de porco com azeite e pouse-a sobre os legumes. Massage todas as sementes de funcho esmagadas na pele do porco, inserindo-as em todos os cortes para maximizar o sabor.  Coloque a carne no forno pré-aquecido, reduzindo para 120ºC e deixe ficar 9 a 12 horas, até a carne estar macia e peganhenta e conseguir desfazê-la com um garfo.

Deite todo o vinho na assadeira e deixe ficar mais uma hora, para obter um molho perfeito.
Quando tirar a carne do forno, deixe repousar meia hora antes de a retirar para uma tábua grande. Gosto
de retirar o excesso de sal da carne e depois esmago os legumes no tabuleiro com um esmagador de batatas. Junte o caldo à assadeira, ponha ao lume e deixe ferver até obter um molho intensamente aromático ( pode engrossá-lo com alguma farinha peneirada, mas prefiro-o leve). A carne de porco é excelente servida com feijão, legumes guisados, o puré de legumes assados e o molho.

Servi o assado com um arroz de grelos e feijão cozido temperado com vinagrete.

Receita retirada do livro "Cozinhar com Jamie Oliver"

16.10.12

doce de physalis

doce de physalys collage.jpg 13 doce de physalys doce de physalis

Estas férias de Verão numa visita à feira de Espinho encontrei à venda no mercado destinado aos produtores mais pequenos uns saquinhos de physalis biológica. Foi muito barata e a quantidade justificava o uso urgente da fruta, pois o seu estado de amadurecimento estava já bastante avançado.

Assim decidi experimentar pela primeira vez o doce. De uma simplicidade surpreendente e apenas tendo como ingredientes base a fruta e o açúcar, não poderia esperar um resultado melhor. O sabor  é óptimo, frutado e acidulado.

doce de physalisdoce de physalys

Ingredientes:

1 kg de physalis
900 g de açúcar

A receita:

Retirar a película que cobre  os frutos e lavá-los em água corrente.

Colocar num tacho o açúcar e a fruta inteira em lume brando e cozinhar até o doce atingir o ponto de estrada.

Enfrascar em recipientes esterilizados e fechar imediatamente.

 

2.9.12

gelado fingido de laranja

gelado fingido de laranja

Esta é mais uma sobremesa de colher do que propriamente um gelado, mas é tão refrescante como um e liga muito bem com o Verão.

Pode-se adicionar outra fruta e outras guarnições ao gosto de cada um.

Os ingredientes:

400 ml de natas light bem frescas
1 iogurte natural
4 ou 5 folhas de gelatina
raspa de uma laranja

Para a calda:

10 laranjas sumarentas
açúcar a gosto

A receita:

Colocar as natas no congelador durante meia hora.

Espremer as laranjas e com o sumo e o açúcar fazer uma calda espessa. Dividir em duas partes iguais e deixar arrefecer um pouco.

Demolhar a gelatina em água fria. Escorrer e juntá-la a uma das caldas de laranja. Reservar. Passado algum tempo adicionar o iogurte e ligar bem os ingredientes.

Bater as natas bem firmes que se juntam ao creme de iogurte mais a raspa de laranja. Envolver cuidadosamente sem bater.

Colocar durante 1 hora no congelador. No fim deste tempo levar ao frigorífico.

Servir o "gelado" em bolas e regar com a calda de laranja.

Pode ser acompanhado com canudos de bolacha, chantilly e polvilhado com raspas de laranja.

É muito saborosa!

Receita retirada do destacável  " O iogurte - Alimentos com História" vol II

feijoada de marisco

feijoada de marisco

Faço esta feijoada com uma receita base que aprendi com a minha mãe. Depois é só adaptá-la em função do ingrediente principal que se usa. Neste caso foi o marisco.

Fica com sabor a mar a fazer lembrar as noites de Verão, quando íamos aos restaurantes simples e familiares da praia da Apúlia, à feijoada de polvo "de comer e chorar por mais", ou à de búzios na Zambujeira do Mar. Comida sempre com gosto a praia, mar e sol.

As quantidades que indico na lista a seguir são aproximações, podem-se aumentar ou diminuir as porções ao gosto de cada um.

feijoada de marisco

Os ingredientes:

500 g de feijão catarino seco
1 embalagem de preparado de marisco congelado
1 embalagem de lulas congeladas
2 cebolas biológicas grandes
4 ou 5 dentes de alho
1 pimento biológico vermelho
1 cenoura biológica grande
azeite virgem
2 colheres de chá de vinagre de cidra
2 colheres de chá de colorau
2 colheres de chá de coentros em pó
pimenta
sal marinho qb.
pimenta
1 punhado de salsa fresca e de coentros
1 folha de louro

A receita:

Demolhar o feijão durante a noite. Mudar a água e cozer em lume brando com um pouco de azeite, sal e uma folha de louro ( dica: colocar uma rolha de cortiça na água da cozedura para o feijão não se desfazer ). Este não pode ficar muito cozido, pois ainda tem algum tempo de confecção na feijoada.

Separar por tempos de cozedura os ingredientes da embalagem de marisco. Arranjar as lulas e cortá-las em pequenos pedaços.

Num tacho grande refogar a cebola, os dentes de alho, o pimento cortado em tiras finas e a cenoura em rodelas, no azeite em lume brando até dourarem um pouco.

Adicionar o vinagre, os coentros em pó, o colorau, o sal e refogar mais um pouco. Juntar as lulas, o mexilhão, uma porção da água da cozedura do feijão, o ramo de salsa fresca e a pimenta moída na hora.

Deixar cozinhar e apurar até as lulas estarem macias. Nesta altura juntar o feijão e rectificar os temperos. Deixar levantar fervura e juntar o mexilhão com concha.

Deixar apurar bem em lume brando e aproximadamente a dois minutos do fim da cozedura colocar os camarões descascados e os com casca, no tacho.

Quando estiver bem apuradinho desligar o bico do fogão, juntar os rolinhos de delícias do mar cortados em pedaços e polvilhar com um punhado de coentros frescos.

Deixar repousar uns 10 minutos e servir simples ou acompanhado com um arroz de manteiga.

Espero que gostem se resolverem experimentar!

feijoada de marisco

29.7.12

doce de ameixa [ versão I e II ]

doce de ameixa doce de ameixadoce de ameixa
doce de ameixa
doce de ameixa
doce de ameixa

Este foi um ano de ameixa. Uma das árvores do quintal não suportou o peso da fruta em dois dos seus ramos e estes partiram-se mesmo antes desta amadurecer. Assim numa primeira fase rendi-me ao facto de ter que fazer doce ao ver tanta fruta desperdiçada nos ramos partidos. Esta foi a primeira versão com a fruta ainda pouco maturada, que apesar de ser um pouco ácida era já saborosa.

A segunda versão foi há bem pouco tempo com a fruta bem madura e amarelinha. Ambas ficaram boas e com o travo um pouco ácido bem característico deste doce.

Renderam 10 frascos.

doce de ameixa

Os ingredientes:

3 kg de ameixa biológica branca pouco madura descascada e sem caroços
1 kg de açúcar branco
1 kg de açúcar amarelo
250 ml de vinho branco
sumo de 1 limão biológico
raiz de gengibre fresca

ou:

3 kg de ameixa biológica madura descascada e sem caroços
1 kg de açúcar branco
1 kg de açúcar amarelo
200 ml de vinho tinto
50 ml de vinho do Porto
sumo de 1 limão biológico
raiz de gengibre fresca
6 sementes de cardamomo

As receitas:

Descascar a fruta e reservar alguns caroços que servirão de conservante natural pois contêm pectina e ajudam a dar corpo à compota tornando-a mais gelatinosa.

Pesar e colocar num tacho grande. Adicionar o açúcar, o vinho, o sumo de limão e um pouco de raiz de gengibre.

Colocar num pano de algodão os caroços e atar bem com um cordel. Juntar o saquinho no tacho com os outros ingredientes.

Levar o tacho a lume médio até levantar fervura, reduzindo depois um pouco a temperatura. Retirar a espuma que se vai formando na superfície.

Como a ameixa é uma fruta com alto teor de água, o ponto de estrada vai demorar umas horas a ser formado, por isso convém confeccionar este doce cedo.

Quando atingir o ponto no teste do prato, acrescentar o gengibre ralado, misturar bem e retirar do lume.

Rejeitar o saco dos caroços e deixar o doce repousar um pouco.

Enfrascar em recipientes esterilizados e fechar imediatamente.

Na segunda versão os procedimentos são iguais excepto na confecção do saquinho dos caroços, onde se juntam também as sementes de cardamomo.

É um doce excelente para acompanhar iogurte natural, grego, torradas, queijo...

17.6.12

pão de ló básico

pão de ló

Apenas ovos, açúcar, sal e farinha.

Um pouco de queijo amanteigado e temos uma sobremesa que faz parte da tradição gastronómica das principais festas religiosas, aqui no norte do país. Hoje não o dispenso não só no Natal e na Páscoa, mas também quando tenho muitos ovos na despensa.

Aprendi a apreciar este bolo tão simples quando provei este. Fiquei rendida logo à primeira, garanto!

A receita que aqui trago hoje, está num post-scriptum com alguns anos e já lhe perdi a origem. É de pão de ló húmido, mas deixo-o cozer até ficar seco pois aqui em casa não apreciam o outro.

Feito com ovos caseiros e biológicos o seu sabor é soberbo. Sempre que o faço desaparece rapidamente e deixa logo saudades.

homehomepão de ló

Os ingredientes:

6 | 9 | 12 | 15 * gemas biológicas

3 | 4,5 | 6 | 5 * ovos biológicos

200g | 300g | 400g | 400g * açúcar

90g | 135g | 180g | 200g * farinha com fermento

sal q.b.

As quantidades são em função do tamanho de bolo que se pretende. Faço sempre com a primeira medida que serve uma forma de buraco no meio de 22 cm de diâmetro.

A receita:

( versão seca )

Bater as gemas no robot de cozinha com o açúcar e o sal até ficarem esbranquiçadas.

Juntar um ovo de cada vez batendo 5 minutos entre cada adição. A mistura deve duplicar de tamanho e ficar bem fofa.

Incorporar a farinha envolvendo-a cuidadosamente na mistura dos ovos.

Colocar numa forma untada ou revestida com papel manteiga e levar a forno pré-aquecido a 180ºC durante 20 a 25 minutos.

Verificar a cozedura regularmente. Se começar a ficar muito escuro, colocar a meio do tempo uma folha de papel de alumínio.

Quando estiver cozido desligar o forno e abrir a porta para o bolo não baixar logo de volume.

Retirar passado 10 minutos, deixar arrefecer e desenformar.

Pode degustar-se com queijo amanteigado ou simples. Uma delícia!

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